27/02/07


Clique AQUI e dê uma espiada no que escrevi sobre o filme, no Cine Pathé.

24/02/07

Momento Merchan

Intacta Retina

Se eu fosse você, ia dar uma espiada.
E é bom colocar entre os seus links, porque essa coisa de merchandising de mim para eu mesmo acaba ficando chata.
E, amanhã, domingo, dia do Oscar, tem texto sobre BABEL, no Cine Pathé.
Plim-Plim.
Sorry, periferia...


Fotinha feita em Jericoacoara, na beirinha da praia, por este que vos tecla.
Ô vidinha mais ou menos, viu...

16/02/07

As Várias faces de Jackie S.



{Face 8 - A Colombina}

Jackie vestiu os olhos de alegria e espalha pelo salão o cheiro de quem tem as asas tremidas pelo vento. “Engole, Jackie, engole o medo, que por quatro dias o mar é inteirinho seu, e o sal se fará leve e a dor só vai chegar quando desabar o cinza em sua cor”. Jackie enxuga a lágrima de um certo Pierrot, e ambos rodam pela noite flertando com o amor. “Samba, samba, coração! Explode dentro do peito, e deixa que a vida cuida das feridas e do sangue que escorre pelas frestas da tristeza”. Eis que surge o Arlequim, fantasiado de arco-íris. Pierrot vê que no olhar de Jackie o amarelo se assanhou, mas, pobre palhaço distraído, não entende que Jackie nasceu dividida em mil pedaços e que é ele, o amarelo, que desalinha o seu andar. Arlequim, o audaz, dispara flechas em forma de sorriso, que cortam o ar e arranham todos os sentidos de Jackie, que sente o mar se remexendo entre suas pernas como o mar costuma se remexer quando o horizonte desce para ser lambido pelas ondas. “Traz o céu, Pierrot, traz de novo o céu do seu olhar que o chão está se abrindo e o mundo está caindo e o desejo me coça a língua”. E fez-se assim o triângulo que usa máscaras para esconder a lealdade, e divide o sonho para não ter que descolorir o mundo como pede a realidade. Mas Jackie deixou tudo se acabar na quarta-feira, calçou de novo as velhas pantufas cor de rosa e despiu dos olhos a alegria, já rôta da folia. Arlequim, dizem, todas as noites dorme abraçado à lágrima que roubou de Pierrot. E o Pierrot, apaixonado, que vivia só cantando, por causa de uma Colombina acabou descobrindo que amor é amor, que dor é dor, que cor é cor, e a cada 365 dias arranca quatro do calendário e transforma saudade em confete e serpentina.



(Para conhecer toda a história de Jackie, clique AQUI e vá revirando tudo)

12/02/07

O Amor Não Tira Férias.

Espia lá no Cine Pathé.

08/02/07

Pra animar um pouco a tarde.

Arctic Monkeys - A Certain Romance
(é só clicar no play)

07/02/07

Que semana, que semana!

O Kaiser e o Alcaide: baixou a santa no prefeito de São Paulo. “Vagabundo, vagabundo!”, ouviu o senhor Kaiser ao tentar reclamar de alguma coisa que mal deu tempo de saber. Rabo entre as pernas, foi-se o cidadão arrastando o filho pequeno pela porta afora, com um bufante descontrolado em seu cangote, pra depois aparecer na televisão tremendo como vara verde.
Ouvi dizer que seu Kaiser tem uma pequena empresa de placas de publicidade, em dificuldades com a decisão da Prefeitura de São Paulo de proibir mídia outdoor. E que estava em um posto de saúde procurando atendimento para seu (dele) filho. Li em algum lugar que seu Kassab foi eleito na rabeira de José Serra, e que fez piada besta misturando motel e buraco de metrô, e que é engenheiro civil, economista e corretor de imóveis, e que recentemente, em outra manifestação popular, saiu gritando, sabe-se lá porque, “São Paulo, São Paulo”. Não conheço nem um, nem outro. Não sei se seu Kaiser Celestino é vagabundo, mas não creio. Não sei se seu Kassab trabalha muito, mas não creio. E nem interessa. O que interessa é que prefeito não pode chamar cidadão de vagabundo, nem dar safanão em velho. Não mesmo. Se seu Kaiser não podia protestar ali, ia protestar aonde? Ou seu Kassab ia recebê-lo na Prefeitura, em seu gabinete com ar condicionado e água mineral? Caladinho, seu Kassab, caladinho era melhor. Mas “vagabundo, vagabundo!”, gritou seu Kassab. “Vagabundo, vagabundo”, ouviu seu Kaiser. Seu Kaiser votou em Serra, e elegeu Kassab de tabela. Kassab foi eleito pelo “vagabundo, vagabundo”. Somos todos kaiseres.

Dunga & Gabanna: Dunga protagonizou uma das cenas mais mal-educadas do esporte em todos os tempos. Erguendo a Copa do Mundo de 94, desabou a falar palavrões pro mundo inteiro ouvir. E nem foi preciso leitura labial no Fantástico. Essa semana Dunga protagonizou uma das cenas mais cafonas do esporte em todos os tempos. Que camisa era aquela, minha Nossa Senhora dos Mal Ajambrados? Pensei que o Agostinho tinha virado técnico da Seleção. Depois da “família Scolari”, a Grande Família Dunga. Eu não contratava a filha de Dunga para estilista. Não mesmo. De maneira alguma. Dois a zero para Portugal. Sem falar no banho de elegância.

Big Brother Brasil 7: Ando assistindo. Não resisto. Tem um tal de Alemão, que parece um Dunga albino. Até que gosto do cara. Culto como uma ameba, mas parece gente boa. Um tal de Cobra foi eliminado com 93% dos votos. Uma jeca canta a plenos pulmões lembrando uma cabra com faringite. Uma loira enche a cara e diz para o Brasil inteiro que tem o rabo quente. Um afrodescendente solta puns na cara de uma moça. Um cowboy fake namora uma taquara. E mais de 17 milhões de pessoas entram na internet ou telefonam para eliminar um participante. Brava gente brasileira. Esse é um país que vai pra frente.

Clô, para os íntimos: Primeira segunda-feira da nova legislatura, e não teve quorom em Brasília. Clodovil, cuja carreira em Brasília promete, calou os parlamentares com um piti, desmontou o Maluf (Maluf, M-a-l-u-f; é, ele é deputado, pasme) e ainda chamou o mal-educado do Chinaglia de mal-educado. Elle voltou, e ganhou carinho de Suplicy.

Sinceramente? Pára o mundo, que meu pára-quedas tá no ponto.

06/02/07

As Várias faces de Jackie S.

{Face 7 - A Aniversariante}

Hoje é desaniversário de Jackie. E Jackie esfrega as mãozinhas com dedinhos de pontas verdes, e olha pro Altíssimo e faz uma prece: “papai do céu, me dá um dia de sol na escuridão do meu meio-dia”. E desaba a chuva que desmancha o dia que brilhava nos olhinhos cinza-ontem, e desaba o mundo, e desaba a fé, e desaba a cor, e desaba tudo que Jackie conseguira colocar no bolsinho traseiro de seu jeans: três conchinhas de tamanhos variados, dois pirulitos mal-lambidos (o vermelho com uma rachadura transversal), quatro estrelas, um punhado de pó de arco-íris, três beijos congelados e um par de olhos azuis de tamanho maior que suas órbitas, com recibo e certificado de garantia, o que garante sua troca. Mas Jackie enxuga o sonho e dá três saltinhos e solta a voz: “tenho pressa, tenho pressa”, enquanto sopra um mar de velinhas que dançam pelo ar e mostram o caminho que, dizem, leva ao Reino dos Brigadeiros. Com quem será, com quem será, com quem será não interessa a ninguém porque será só e se e quando e como tiver de ser, e vai ser assim, com docinhos e bolo e borbulhinhas nos narizes de bolota. E ele, o “mister com quem será que Jackie vai”, vai descobrir que desde muito cedo a voz de Jackie escorre pelas pernas a cada 28 dias e, por isso, nunca, nunca, nunca para sempre vai deixar Jackie dormir com um olho aberto e o outro semi-fechado. Rataplam, rataplam, Jackie bate palminhas e sorri, como naquele um dia qualquer aí pra trás em que surgiu pro mundo, e decide: “vou me enroscar, vou me encolher, vou voltar pra lá que é bem quentinho, e só vou sair quando a vida clarear”.

(Para conhecer toda a história de jackie, clique AQUI e vá revirando tudo)
Espia lá:

Intacta Retina.